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Mostrando postagens de janeiro, 2011

Teologia e Ciência da Religião

                  Muito embora sejam claras as distinções entre esses dois campos do conhecimento moderno, pois o cientista religioso preocupa-se com o fenômeno religioso em si durante a história e em culturas específicas, o teólogo foca sua atenção no saber produzido por estes fenômenos; o religioso é fruto das experiências vividas, ou seja, baseado em percepções empíricas, já o teólogo organiza sistematicamente fundado no racional seus conceitos e idéias. No entanto, com diz Polanyi: “O observador nunca é neutro; ele tem sempre um sistema de referências, ele tem pressupostos pelos quais sustenta as coisas que descobre.”¹   O teólogo e o cientista religioso têm como “massa” de observação o mesmo material, ou seja, o fenômeno religioso. Como diz Pierre Gisel, tanto a teologia como a ciência da religião “se debruçam sobre a dimensão positiva ou empírica da religião, sobre as crenças, doutrinas ou Ig...

TEOLOGIA

                  Teologia é o estudo reflexivo sobre Deus com base em sua revelação ao homem no decorrer da história. Essa revelação se dá por meio dos Escritos Sagrados (textos canônicos), dos dogmas produzidos no transcorrer da história da Igreja como interpretação e sistematização dos conceitos bíblicos e de sua revelação contínua ao homem que o procura no transcorrer da história¹.   Em primeiro lugar, a teologia nasce da fé, pois, ela tem como premissa a convicção de que Deus não permaneceu e nem permanece calado no percurso da história humana, manifestando-se ao homem através de Sua Palavra, como diz Barth: “... Deus age e, agindo, fala.” (p.19); ela também é fruto da compreensão que o homem faz de suas manifestações (geral ou natural e especial) por meio da sistematização de conceitos por ele apreendidos e, para isso ele racionaliza tais conceitos e os expõem de maneira que outros possam ass...

CALAMIDADE ANUNCIADA

Este espaço é reservado para compartilhar artigos e informações de cunho teológico, entretanto, eu não posso ficar calado diante dos fatos que ocorreram com os nossos irmãos e amigos residentes da Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro. Desde que eu me entendo por gente, sempre, a cada ano tenho visto nos meses de Dezembro a Fevereiro as manifestaçãoes da natureza em nosso Estado que sempre deixam estragos materiais e psicológicos em nossa sociedade. Baixada fluminense, Angra do Reis, São Gonçalo, Niterói, Comunidades da Cidade do Rio de Janeiro, etc. todos tem sofrido! É claro e perceptível que nossas cidades não estão preparadas para estas situações e, sempre ouvimos as mesmas desculpas: "A quantidade de chuva foi superior ao que se esperava para todo o mês...; as pessoas foram imprudentes em construir em áreas de risco...; blá,blá,blá,blá".  Até quando veremos meses específicos e áreas específicas sofrerem com os descasos e imcopetência do Estado que tem a obrigação de...

Trabalho de Campo da Escomiw em Vila Valqueire

Foi maravilhoso, ontem, a abertura do trabalho da Escomiw na Igreja Metodista Wesleyana em Vila Valqueire! Contamos com a presença do Coordenador Geral (Pastor Marcos Batista de Oliveira), do Corrdenador da Sexta Região (Pastor Solimar), do Superintendente Distrital ( pastor Sandoval), do pastor Waldir Jr, oficiais da Igreja de Vila Valqueire e um grupo bastante empolgado da Escomiw. Para mim foi gratificante e edificante ver um grupo bastante heterogêneo, adultos, jovens e adolesccentes cheios de alegria e de perspectivas diante do que Deus vai fazer nesses 20 dias em que haverá um gupo permanente na Igreja, fortalecidos por outros grupos que os ajudarão nos finais de semana no trabalho da evangelização. A felicidade dos membros da igreja e do pastor Adalberto serve de combustível para nos engajarmos com os irmãos nesses dias e aguardarmos o que o Senhor irá fazer naquele bairro e naquela abençoada Igreja. Eu lhe convido, independente de denominação, Região, etc. a se unir conosco e...

O ANO DO JUBILEU

                    Segundo a analogia do descanso semanal do último dia da semana, cada sétimo ano foi designado como um período de descanso para as terras agricultáveis, que deveriam ser deixadas por cultivar (Ex.23:10-11). Um sábado de sábados (49 anos) deveria anteceder o ano do jubileu. Portanto, passavam-se cinqüenta anos para que houvesse um novo ano de jubileu. Naquele qüinquagésimo ano, pois: 1. A terra teria de ser deixada sem cultivo; 2. A terra deveria voltar ao seu anterior proprietário; 3. Os escravos hebreus deveriam ser postos em liberdade. Há muitos eruditos modernos que pensam que essa legislação foi observada raramente e que ela existia mais como um ideal do que como uma realidade.                     A palavra portuguesa “jubileu” corresponde ao termo hebraico YOBEL, que tamb...